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domingo, junho 27, 2010

Jiu-Jitsu

O jiu-jitsu ou jiu-jítsu, também conhecido pelas grafias jujutsu ou ju-jitsu (em japonês 柔術, transl. , "suavidade", "brandura", e jutsu, "arte", "técnica"[1] (jiu jitsu é a denominação da arte e jiu "jutsu" é a denominação da arte de guerra)é uma arte marcial japonesa que utiliza alavancas e pressões para derrubar, dominar e submeter o oponente, tradicionalmente sem usar golpes traumáticos, que não eram muito eficazes no contexto em que a luta foi desenvolvida, porque os guerreiros (bushi) usavam armaduras.

No Japão, o termo judô foi usado para se diferenciar do antigo jiu-jitsu, quando Jigoro Kano desenvolveu um método esportivo reunindo as técnicas menos perigosas do jiu-jtsu. Os ideogramas Kanji japoneses de Jiu jitsu, podem receber diferentes pronúncias. O ideograma "jiu" de jiu-jitsu (柔術) e "ju" de judô (柔道), são na verdade o mesmo.

Mitsuyo Maeda o Conde Koma, foi praticante e estudioso do antigo jiu-jtsu e ao visitar a escola Kodokan finalizou por ippon 8 faixas preta em sequência, tornando-se faixa preta(3dan) no estilo Kodokan, que conhecemos hoje como judô.

O Judo Kodokan é um estilo forte hoje em dia, devido às ligações políticas de Jigoro Kano, mas no início, os lutadores do estilo Kosen (estilo com enfoque em Newaza, técnicas de chão) foram superiores nos campeonatos, fazendo com que as regras fossem mudadas para que não fossem mais permitidos os golpes no chão.

Maeda foi incumbido de levar o judô para algumas partes do mundo chegando nos EUA e Brasil.

Em suas lutas pelo mundo, sempre aprendia e incorporava técnicas ao seu estilo, e também lutava em exibições, motivo pelo qual foi expulso da Kodokan. Entretanto, com a popularidade do jiu-jitsu, algumas fontes o citam como judoca kodokan no intuito de desmerecer o Gracie JiuJitsu.

Todas as formas de Arte marcial japonesas atuais são "restauradas" tendo em vista que seus idealizadores foram contemporâneos, como Jigoro Kano (Judo), Morihei Ueshiba (Aikidô)e outros mais novos como mestre Oyama (kiokushin). Estes estilos foram fundados por volta de 1900 como produtos de exportação do Japão para os gaijin, sendo então estilos desmembrados e deslocados dos contextos antigos, para ensinar técnicas isoladas, uma maneira de não perder a hegemonia nas artes marciais.

Basicamente usa-se a força (própria e, quando possível, do próprio adversário) em alavancas, o que possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o oponente, consiga vencer. No chão, com as técnicas de estrangulamento e pressão sobre articulações, é possível submeter o adversário fazendo-o desistir da luta (competitivamente), ou (em luta real) fazendo-o desmaiar ou quebrando-lhe uma articulação.A história mais divulgada de praticamente todas as artes marciais orientais se insere na mesma tradição lendária da origem do Zen, ao qual se pretende que estas artes marciais estejam ligadas em sua origem: o Zen teve origem na Índia, através da difusão feita por missionáriosbudistas saídos desta região e, nesta linha, se chega à figura lendária de Bodhidharma, indiano que teria sido o 28º patriarca do Zen, fundador do Mosteiro Shaolin, na China, de onde se teriam originado os estilos do kung fu (Wu Shu), exportados para o resto do Oriente nesta clara tentativa de ligar todas as artes marciais orientais a esta lendária origem comum com a origem do Zen.[carece de fontes][editar]

História

Mas se mesmo esta origem do Zen, na literatura especializada no assunto, é vista pelos estudiosos sérios, como Allan Watts, como tentativa piedosa de traçar uma ligação contínua da tradição com a origem remota na figura do Buda, com muito mais razão o estudioso sério de artes marciais deve ser alertado para o perigo de aceitar a Índia ou mesmo a China como "origem" de todos os estilos de luta oriental.

Segundo um especialista do quilate de Donn Draeger, Ph D em Haplologia e especialista em Artes Marciais orientais, “o jujutsu em si é produto japonês”. Para ele, atribuir ao Jiu jitsu origem mesmo chinesa (sobre a “origem indiana” ele nem cogita) é o mesmo que atribuir ao inventor da roda o desenvolvimento dos carros modernos... (Donn F. Draeger. Classical Budo. p. 113). Mesmo numa obra escrita por autores da família Gracie, como o livro de Jiu jitsu do Royce e do Renzo Gracie, vemos uma discussão mais realista sobre esta questão das origens do Jiu-jitsu.

Antigamente havia vários estilos de jiu-jitsu, e cada clã tinha seu estilo próprio. Por isso o jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, gusoku,oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubaku e outros.

No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de jiu-jitsu, cada qual com características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções e estrangulamentos, ao passo que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o judô e o aikidô.

O Jiu-jitsu era tratado como jóia das mais preciosas do Oriente. Era tão importante na sociedade japonesa que chegou a ser _ por decreto imperial _ proibido de ser ensinado fora do Japão ou aos não japoneses, proibição que atravessou os séculos até a primeira metade do século XX. Era considerado crime de lesa-pátria ensiná-lo aos não japoneses. Quem o fizesse era considerado traidor do Japão, condenado à morte, sua família perdia todos os bens que tivesse e sua moradia era incendiada. Com a introdução da cultura ocidental no Japão, promovida pelo Imperador Meiji (1867-1912), as Artes Marciais caíram em relativo desuso em função do advento das armas de fogo, que ofereciam a possibilidade de eliminação rápida do adversário sem o esforço da luta corporal. As artes de luta só voltaram a ser revalorizadas mais tarde, quando o Ocidente também já apreciava esse tipo de luta.

Por muito tempo, o Jiu-jitsu foi a luta mais praticada no Japão, até o surgimento do Judô, em 1882. O Jiu-jitsu caiu em desuso e perdeu a sua popularidade quando a polícia de Tóquio organizou um combate entre as escolas mais famosas de Judô e Jiu-jitsu que teve por resultado 12 combates de 15 ganhos pelo Judô e um empate. Desta forma a polícia de Tóquio, que resume a sua eficácia a arte marcial pois não usavam armas, escolheu a prática do Judô, desta forma o Judô ganhou fama e popularidade por todo o Japão. Mas o Jiu-jitsu não foi esquecido nem apagado, a sua prática foi mantida viva por algumas escolas. Nos dias de hoje é difícil encontrar a arte marcial antiga e original do Jiu-jitsu pois sofreu algumas variantes e influencias de outras artes marciais de forma a adaptar-se as novas realidades e necessidades dos praticantes.

As principais escolas japonesas de Jiu-jitsu são as seguintes:

  • Araki-ryu
  • Daito-ryu aiki-jujutsu
  • Hontai Yoshin-ryu
  • Sekiguchi Shinshin-ryu
  • Sosuishitsu-ryu
  • Takenouchi-ryu
  • Tatsumi-ryu
  • Tenjin Shinyo-ryu
  • Yagyu Shingan Ryu
  • Yoshin Ryu

[editar]No Brasil

Em 1917, Mitsuyo Maeda, também conhecido como conde Koma, foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país. Sensei da Academia Kodokan de judô, Maeda ensinou Carlos Gracie em virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos por sua vez ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Neste ponto surgem duas teorias. A primeira alega que Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracies, adaptando-o com grande enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto central do jiu-jitsu esportivo brasileiro. Para compensar seu biotipo, a partir dos ensinamentos de Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo pelo uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha. A segunda teoria, apoiada pelos Gracies, fala que Maeda era, também, exímio praticante de jiu-jitsu antigo, como Jigoro Kano, e foi essa a arte que ensinou ao brasileiros. Porém, em uma recente entrevista, Hélio Gracie afirma que "Carlos lutava judô", que "Não 'existe' mais Jiu-Jitsu no Japão, e que os lutadores de Newaza japoneses que praticam MMA hoje em dia, são essencialmente Judocas" e finalmente que "Criou o Jiu-Jitsu existente hoje.". É certo que o jiu-jitsu tradicional de muito difere do praticado no Brasil atualmente. Este possui imobilizações, chaves e finalizações que privilegiam mais o uso da técnica em detrimento da força; assemelhando-se bastante ao Judô "Kosen" da época de Jigoro Kano. O Judô existente antes da Segunda Guerra Mundial, ensinado à Mitsuyo Maeda, fora influenciado, como já dito, por muitas escolas e, dentre elas, a "Kosen", que privilegiava o trabalho de solo sem limite de tempo. Tais evidências, acompanhadas pelos clamores de Hélio ao fim de sua vida, enaltecem a probabilidade da teoria de que o Jiu-Jitsu brasileiro surgiu do Judô ser verdadeira.

[editar]Em Portugal

Actualmente ainda se pratica o jujutsu associado aos samurais do antigo Japão. Note-se que no caso dessa arte tradicional as palavras ju (flexibilidade, gentil, suave) e jutsu (arte) são diferentes das jiu-jitsu mais utilizadas para classificar o chamado jiu-jitsu brasileiro, criado pelos irmãos Gracie. Crê-se que essa vertente tenha sido propagada na Europa por Minoru Mochizuki.

No caso do jujutsu tradicional são utilizadas armas como o tanto (faca), o tambo (bastão), o kubotan ou kashinobo (semelhante a uma caneta), a tonfa (utilizada pelas forças policiais), o bo (bastão comprido) e a katana, entre outros.

Tendo a vertente de defesa pessoal, militar ou policial compreende técnicas de batimento, projeção, imobilização, controle, estrangulamento e reanimação, além de poder ser combinado com as técnicas de massagem terapêutica (shiatsu ou seitai).

A maior diferença entre os estilos tradicional e brasileiro talvez seja o uso de diferentes armas (bukiwaza) e também uma menor utilização da luta no chão no jujutsu tradicional, sendo que esse utiliza também técnicas de controle como o hojojutsu. Nessa arte também as graduações são diferentes, além de um maior vínculo aos usos e tradições japonesas. A ligação ao mestre é muito forte e são utilizadas com muita freqüências expressões e nomes japoneses no tocante às técnicas.

[editar]Graduação

[editar]Jiu-jitsu Faixas

  • Branca (permanencia mínima de um ano)
  • Amarela (até 15 anos)
  • Laranja (até 15 anos)
  • Verde (até 17 anos)
  • Azul (Permanência mínina 2 ou 3 anos)
  • Roxa (Permanência mínima 2 anos )
  • Marrom (permanência mínima 1 ano )
  • Preta
  • Coral (Vermelho e preto - Mestre)
  • Vermelha (Grande Mestre)

As graduações podem variar de academia para academia,(mas para passar de graduação precisa de 4 graus em cada faixa) por exemplo:

  • Branco (4 Graus)
  • Azul (4 Graus)
  • Roxa (4 Graus)
  • Marrom (4 Graus)

Laidô

Breve Histórico

As Origens do Iaidô

A tradição e história do iaidô remontam cerca de 500 anos. O iaidô, como é conhecido atualmente, começou, provavelmente, com Iizasa Choisai, o fundador do estilo Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu. Essa escola incluía em seu currículo a prática com vários tipos de armas, desde o uso da Katana e do bastão Jo, do arremesso de faca e de Naginata. Uma parte de seu currículo consistia na técnica de desembainhar rápido e golpear imediatamente com o uso de espadas, ou seja, Iai. Essa técnica era usada para autodefesa ou ataque preventivo.

Ao longo da história diferentes expressões foram utilizadas para se referir às técnicas do saque da espada durante o combate. Durante o Período Muromachi (1392-1572) era chamado de battojutsu. No período Edo ficou conhecido como Iaijutsu.[1]

É reputado a Hayashizaki Jinsuke Shigenobu (1542-1621), como em toda Arte Marcial, ter recebido inspiração divina para o desenvolvimento de sua técnica, assim como Iizasa Choisai. Inspiração essa que o levou a desenvolver um conjunto de técnicas que denominou Muso Shinden Jushin Ryu Batto Jutsu. Aqui, a palavra Batto significa simplesmente desembainhar a espada.

O fator comum relevante em ambas às tradições (escolas) ou Ryu, assim como em muitas outras tradições que lidavam com katana, era que suas práticas envolviam somente o uso de katas, sempre preconizando adversários imaginários em seus treinos.

A origem do termo Iaidô

A criação do termo Iaidô é atribuída à Nakayama Hakudo (1869-1952), o fundador do estilo Musō Shinden Ryū.

A denominação atual de iaidô é amplamente usada no meio marcial, em publicações especializadas japonesas[2] e em eventos oficiais para se referir genericamente à todas escolas, antigas e modernas, que ensinam o iai. Porém existem críticos à esta denominação, como o mestre Nakamura Taizaburo (1912-2003) considerando mais correto utilizar o termo battodo, ou iai-battodo[1].

Ainda assim, atualmente o termo iaidô é amplamente usado para referenciar a prática do Iai tanto nos Koryu quanto nos sistemos modernos, como Seitei Iai (制定居合) e Toho Iai.

Breve histórico do Iaidô no Brasil

O início da prática do iaidô, no Brasil é incerta. Porém, um ‘marco’ do início da era moderna do Iaidô no Brasil foi a chegada de dois senseis do Japão no Brasil. Primeiramente Asahi Sensei, em meados da década de 1970, e posteriormente Nakakura Sensei. Este último realizou o primeiro exame de graduação de iaidô no Brasil.

O Seitei Iaidô é praticado no Brasil a partir da década de 1980, destacando os Dojos filiados à CBK, como ACEP e Saga. Nesses Dojos podemos destacar o trabalho realizado pelos Senseis Yoshiaki Kishikawa, Mitiko Kishikawa, Jorge Kishikawa, Roberto Kishikawa e Tadashi Tamaki.

Sensei Jorge Kishikawa (7° Dan Kyoshi em Kendô, Menkyo Kaiden no estilo Niten Ichi Ryu e Shidosha no estilo Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu) estudou por mais de uma década, durante idas anuais ao Japão, com os Senseis Tadatoshi Haga e Tsunemori Kaminoda. Sensei Haga é 8º dan Hanshi de Kendô, 8º dan Hanshi de Seitei Iaidô e Shihan do Muso Shinden Ryu. Na FIK (Federação International de Kendô)é considerado "Mestres dos Mestres" do Iaidô. Sensei Kaminoda é 8ºdan Hanshi de Seitei Iaidô e Shihan do estilo Musho Shinden Ryu.

Em 1993 o Sensei Jorge Kishikawa funda e inicia a divulgação do iaidô através do Instituto Cultural Niten, chegando posteriormente até a Argentina e Chile. Os principais estilos praticados atualmente são Suio Ryu, Muso Shinden Ryu, Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu e Sekiguchi Ryu.

A partir do final da década de 1990, a CBK passa a receber senseis japoneses no Brasil. Destacando-se entre eles Tomoharu Ito Sensei (8º Dan Kyoshi de kendo e de Seitei Iaidô), que desde então já esteve no Brasil três vezes para ministrar treinamentos e participar de bancas examinadoras.

Pela Confederação Brasileira de Kobudô (CBKob), esteve no Brasil em duas ocasiões (2002 e 2005), o Sensei Kaminoda Tsunemori (Presidente da Nihon Jodokai e 8º Dan Hanshi de Jodô e Seitei Iaidô).

Em 2003 veio morar no Brasil o sensei japonês Toshihiko Tsutsumi (6º Dan Renshi em Seitei Iaidô e 5° Dan em kendô), sendo atualmente o praticante mais graduado em Seitei Iaidô na CBK. Seu Sensei foi um dos últimos 9° Dan do Japão e aluno direto de Hakudo Nakayama.

A partir de 2004, através do trabalho realizado pelo Sensei Ichitami Shikanai diversos Dojos filiam-se à CBK para a prática exclusiva do Iaidô. O Sensei Ichitami Shikanai, ainda no Japão, foi apresentado a Omura Tadaji, discípulo de Hakudo Nakayama, com quem estudou durante 3 anos. Atualmente o Sensei Ichitami Shikanai é Presidente e Supervisor do ARJ (Aikido Rio de Janeiro) e estudioso dos estilos Shinto Muso Ryu Jo (okuiri) e Muso Shinden Ryu.

A partir de 2007 o Sensei Jorge Kishikawa se desligou da CBK, focando a divulgação dos estilos de koryu, na CBKob. Sob a supervisão da CBKO, estima-se cerca de 800 praticantes de iaidô no Brasil (dados de abril de 2007).

A partir de 2007, com a ajuda de Tsutsumi Sensei, a CBK passa a realizar anualmente seminários e ao menos um exame de Seitei Iaidô.

Seitei Iaidô

Instituído no ano de 1968 pela FJK (Federação Japonesa de Kendô), com demonstração pública no Kyoto Taikai, e atualmente regulamentado em âmbito internacional pela FIK, o Seitei Iai é um conjunto de Katas estabelecido para a prática do Iai.

Em sua origem era composto por sete Katas, posteriormente foram adicionados mais três Katas em 1980, e mais recentemente foram acrescentados mais dois Katas (em 2000). Os estilos Musō Jikiden Eishin Ryū (無双直伝英信流), Musō Shinden Ryū (夢想神伝流) e Hōki Ryū (伯耆流) foram os que mais influenciaram o Seitei Iaidô.

Katas de Seitei Iaidô

A lista dos Katas do Seitei Iai são, em ordem:

  1. Mae 前 (frente)
  2. Ushiro 後 (trás)
  3. Uke-nagashi 受け流し (receber e deixar fluir)
  4. Tsuka-ate 柄当て (atingir com o cabo da espada)
  5. Kesa-giri 袈裟切り (corte ao kesa) *kesa => estola budista
  6. Morote-zuki 諸手突き (estocada com duas mãos)
  7. Sanpō-giri 三方切り (corte em três direções)
  8. Ganmen-ate 顔面当て (atingir o rosto)
  9. Soete-zuki 添え手突き (estocada com a mão apoiada)
  10. Shihō-giri 四方切り (corte em quatro direções)
  11. Sō-giri 惣切り (corte contínuo)
  12. Nuki-uchi 抜打ち (saque cortante)

Os katas de nº1 a nº3 são realizados em seiza 正座, ou seja, sentado formalmente. O kata nº4 é realizado em tatehiza 立膝, a forma de se sentar quando se está com armadura (yoroi-kacchû 鎧甲冑). Os demais katas são feitos em pé.

Campeonatos de Seitei Iaidō

Os campeonatos, são feitos como os campeonatos de Kata de Karatê, ou seja, dois competidores executam 5 katas, dois do Koryu que praticam de escolha pessoal e 3 de Seitei Iaidō escolhidos pela banca, que serão executados em comum. 3 juízes (sendo um principal e dois auxiliares) dão o veredito levantando as bandeiras da cor representativa (vermelha ou branca) do competidor que cada um entendeu que executou melhor os Kata. A prova deve durar um mínimo de 5 e um máximo de 6 minutos, qualquer coisa fora deste tempo acarreta em desclassificação automática.

Toho Iaidô

A Federação Japonesa de Iai (ZNIR, Zen Nihon Iaido Renmei) possui um conjunto padronizado de cinco katas denominado Toho Iaidô. É, em essência, o equivalente desta federação ao Seitei Iaidô da FIK. Os cinco katas citados acima advém de cinco diferentes estilos:

  • Maegiri - Musō Jikiden Eishin Ryu
  • Zengogiri - Mugai Ryu
  • Kiriage - Shindō Munen Ryu
  • Shihôgiri - Suio Ryu
  • Kissakigaeshi - Hoki Ryu

Iaidô Koryu

Refere-se aos estilos estabelecidos antes de 1868, o ano da Restauração Meiji e que possuem técnicas de Iai em seu currículo.

As técnicas de Iai vinham de séculos antes, estando presentes em estilos mais antigos como o Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu, fundado no século XV.

Porém a importância de Hayashizaki Jimsuke Minamoto-no-Shigenobu, no século XVI, é inegável, dada a grande popularidade que o iai alcançou no Período Edo (1603-1867). Grande parte dos estilos existentes ainda hoje de iai tem como raiz o Muso Hayashizaki Ryu, seu estilo original.

As técnicas de saque da espada são bastante antigas, mas a maior parte das conhecidas atualmente foram (re)concebidas por Hayashizaki. Assim sendo, é comum se aceitar que ele foi o "criador" do Iai, mas o mais correto seria afirmar que ele é o Chûkô no So 中興の祖, um "revitalizador" da arte.

Dentre estilos anteriores Hayashizaki que possuem técnicas de Iai merece destaque o Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu, o mais antigo estilo existente. A existência de técnicas no Katori Shinto Ryu atesta sua antiguidade e importância ainda antes do período Edo.

Os dois estilos mais difundidos na atualidade são: Musô Jikiden Eishin Ryu 無双直伝英信流, Musô Shinden Ryu 夢想神伝流. Outros estilos difundidos no Japão e no ocidente são Suio Ryu, Tamiya Ryu , Sekiguchi Ryu , Katori Shinto Ryu e Hoki Ryu.

Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu

O Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu (天真正伝香取神道流)É o mais antigo estilo de Kobudo existente. Foi fundado por Iizasa Chosai Ienao há aproximadamente 700 anos.

Possui 16 katas de Iai em seu currículo, divididas em três conjuntos:

  1. Omote no iai : 6 katas
  2. Tachiai Battojutsu : 5 katas
  3. Gokui no iai: 5 katas

O Sensei Jorge Kishikawa é Shidosha (mestre) e representante do estilo na America do Sul.[3].

Estes katas são demonstrados anualmente ao publico em geral, no Dia do Samurai (24 de abril),instituído em São Paulo e Paraná, na data de seu aniversário.

Suio Ryu

Suio Ryu

O Suio Ryu Iai Kenpo 水鷗流 居合 剣法 foi fundado por Mima Yoichizaemon Kagenobu (1577-1665), que em sua juventude estudou o estilo Muso Hayashizaki Ryu, além de técnicas de Naginata dos Yamabushi (guerreiros das montanhas).

No Suio Ryu, além das técnicas de Iai executadas solo, também se pratica o Kumi Iai, katas de Iai executados em duplas. Visa a aplicação direta do iai em combate.

O 15° Soke é o mestre Katsuse Yoshimitsu. Atualmente o estilo continua sendo praticado no Japão, Brasil, Argentina, Chile, Estados Unidos e Europa.

Na America do Sul o estilo é representado por Jorge Kishikawa, discípulo do Soke Katsuse Yoshimitsu.[4]

Sekiguchi Ryu

Sekiguchi Ryu

O Sekiguchi Ryu Iai 関口流 é um estilo de Kobudo desenvolvido no Japão feudal há 400 anos.

Foi fundado orinalmente como um estilo de Jujutsu (técnicas de combate desarmadas) por Sekiguchi Yarokuemon Ujishin. Seu filho mais velho, Sekiguchi Ujinari, foi seu sucessor, e adicionou as técnicas de espada, que constituíram o Iai do estilo.

Durante o período Tokugawa, o Sekiguchi Ryu se difundiu por todo o Japão. Posteriormente, o estilo se dividiu, sendo que o Sekiguchi Ryu Jujutsu mantém as técnicas de mãos vazias (mas ainda praticando uma pequena parte das técnicas de espada) e o Sekiguchi Ryu Iai, que ensina o currículo completo das técnicas armadas da escola.

O Sekiguchi Ryu Iai chegou ao século XX através do 14° Soke (grão mestre), Aoki Kikuo (também Soke do estilo Niten Ichi Ryu).

Atualmente o estilo se encontra representado por discípulos de Aoki Soke, como o Shihan Gosho Motoharu, Yoshimoti Kiyoshi e Yonehara Kameo (15° Soke).[5]

O estilo se encontra razoavelmente bem difundido no Japão e no Ocidente. No Brasil é ensinado pelo Sensei Jorge Kishikawa, que é discípulo do Shihan Gosho Motoharu nos estilos Niten Ichi Ryu[6] e Sekiguchi Ryu[7].

Musō Shinden Ryū

Esta escola descende diretamente de Hayashizaki Jinsuke Minamoto no Shigenobu, por ser uma derivação do estilo Musô Jikiden Eishin Ryu.

O Musō Shinden Ryū 夢想神伝流 foi um estilo criado por Nakayama Hakudō (1869-1952) no início do século XX, foi originalmente chamado Musō Hayashizaki Ryū. Pode-se traduzir Musō-Shinden como uma escola "transmitida em sonho por divindade." ou "inspirada por sonho divino." ou "transmitida por visão divina."

Hakudo Nakayama, devido a sua diversificada experiência em técnicas de esgrima, seu estilo, inicialmente, ostentou um desorientador arranjo de técnicas. Então ele desenvolveu um currículo estruturado dividido em shoden (curso primário), chuden (curso intermediário) e okuden* (curso superior) e Nakayma-sensei franqueou as técnicas a todas as pessoas interessadas. (antes só pessoas altamente recomendadas poderiam estudar seu estilo).

Ela se divide em 3 níveis: Shoden (básico) com 12 formas, Chuden (intermediário) com 10 formas e Okuden (formas profundas), este subdivide-se em: Tate Hiza No Bu com 8 formas, Tachi no Bu com 10 formas e Seiza No Bu 3 formas.

Demonstração (Comemoração do Dia do Samurai - São Paulo/2007)
  • Shoden Ômori Ryu: 12 Katas.
  • Chuden Hasegawa Eishin Ryu: 10 Katas.
  • Okuden : 24 Katas

No Brasil um dos grandes conhecedores desse estilo é o Sensei Toshihiko Tsutsumi, que treinou com alunos diretos de Nakayama Hakudō.

Outros Koryu

  • Tamiya Ryu 田宮流
  • Hôki Ryu 伯耆流
  • Kageyama Ryu 影山流
  • Kanshin Ryu 貫心流
  • Mugai Ryu 無外流
  • Rikishin Ryu 力信流
  • Risshin (Tatsumi) Ryu 立身流
  • Seigô Ryu 制剛流
  • Shinkage Ryu 新影流
  • Shinmusô Hayashizaki Ryu 神夢想林崎流
  • Suihasu Ryu 水蓮流

Organizações

Por ser iaidô um termo amplo que abrange uma ampla gama de práticas, estilos e associações, existem difersas organizações que congregam os praticantes.

Seitei Iaidô

As atividades do Seitei iaidô são mundialmente regidas e regulamentadas pela FIK (Federação Internacional de Kendô), fundada em 1970 e sediada no Japão. Até 2008 haviam filiados na FIK 47 entidades representantes de países.[8]

No ano de 2006 a FIK passou a ser membro da General Association of International Sporting Federations (GAISF), entidade máxima do esporte mundial, que inclui outras entidades como FIFA, FIBA, FIVB, Federações Internacionais de Aikido, Judo, Jujitsu, Karate.[9]

No Brasil o representante da FIK é a CBK (Confederação Brasileira de Kendô), reconhecida também pelo Ministério dos Esportes[10] como entidade reguladora da prática do iaidô, kendô e jodô.[10]

Nos últimos anos vem crescendo muito a prática do iaidô em Dojos de Kendô filiados à CBK em diversos estados do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Bahia, Espírito Santo, entre outros.[11] Existem também entidades filiadas à CBK exclusivamente para a prática do iaidô, como a ARJ (Aikido Rio de Janeiro).

Em Portugal a representante da FIK é a Associação Portuguesa de Kendô (APK), que também promove a prática do iaidô.

Em todos os Dojos de entidades ligadas à FIK é amplamente estimulado que os praticantes aprendam também estilos tradicionais (koryu), visto que nos exames é obrigatória a demonstração de ao menos 2 Katas de Iaidô Koryu, além dos Katas de Seitei Iaidô. Um dos estilos mais praticado é o Muso Shinden Ryu, devido a sua estreita ligação com o Seitei Iaidô.

[editar]Toho Iaidô

O Toho Iaidô é organizado pela Federação Japonesa de Iaidô (ZNIR, Zen Nihon Iaidō Renmei, fundada em 1948).

[editar]Iaidô Koryu

Cada estilo possui sua própria organização. No Japão existe a Nihon Kobudô Kyokai, que congraga os praticantes dos etilos clássicos não só de iaidô, mas do kobudô em geral. A Nihon Kobudô Kyokai tem também o objetivo de validar os dados históricos dos estilos, certificando ou não a linhagem das escolas em questão.

No Brasil existem diversos membros da Nihon Kobudo Kyokai associados à Confederação Brasileira de Kobudô. São membros do estilo Suio Ryu.

Na Confederação Brasileira de Kobudo (CBKob), são ensinados estilos tradicionais (principalmente Suio Ryu, Muso Shinden Ryu, Tenshin Katori Shinto Ryu e Sekiguchi Ryu).

Estilos tradicionais também são ensinados na Sociedade Brasileira de Bugei (SBB) e no Aizen Dojo.

A Nihon Kobudô Kyokai não reconhece alguns estilos como koryu, embora sejam amplamente praticados. Dentre esses estilos destacam-se Shinto Ryu ensinado no Dojo Shokakukan e o Kaze No Ryu ensinado na SBB.

Dentro dos Dojos filiados à CBK também é amplamente estimulado o estudo de Iaidô Koryu, havendo a prática de estilos variados, considerando inclusive a obrigatoriedade da demonstração de ao menos 2 Katas de koryu nos exames de graduação.

Na América do Sul há grupos conhecidos na Argentina, Brasil e Chile. Entre os estilos praticados se destacam Seitei Iai, Suio Ryu, Sekiguchi Ryu, Tenshin Shoden Katori Shinto Ryu, Muso Shinden Ryu e Muso Jikiden Eishin Ryu.

[editar]A prática do Iaidô

Sensei Cook

A prática do iaidô se reveste de grande profundidade pois o Iai tem como objetivo o autodomínio do praticante e a derrota do adversário sem a necessidade de desembainhar a katana. Em outras palavras, a conquista psicológica do adversário sem que haja necessidade do uso da espada.

A prática é feita visualizando-se os inimigos de acordo com os princípios de cada kata, não tendo necessariamente um oponente físico. Para fins didáticos, podem-se executar os movimentos com oponentes reais.

Um iniciante na arte utiliza uma espada de madeira (bokutô) ou uma iaitô (espada com lâmina de liga metálica). Os praticantes mais avançados utilizam shinken, espadas de aço com fio.

Além dos katas, alguns estilos praticam também técnicas executadas com espadas desembainhadas (geralmente chamadas de kumitachi 組太刀). Outros estilos praticam também o tameshigiri 試し斬り ou o suemonogiri 据え物切り, que é o corte de rolos de palha de larguras equivalentes a partes do corpo humano.








































































































A Estrutura do Kata

Cada kata segue a mesma estrutura básica de quatro partes: Nukitsuke (desembainhar e cortar) Kirioroshi (corte principal com o uso das duas mãos) Chiburi (retirada do sangue da lâmina) e Noto (embainhar a espada); existem dentro desse formato variações consideráveis. Dentro das mais comuns encontram-se: golpear para frente com o tsuka (empunhadura da katana) antes de desembainhá-la, puxar a bainha (saya) para trás e golpear imediatamente girando-se para trás, cortar em ângulos diferentes de horizontal e vertical, e.g.: diagonalmente de baixo para cima e de cima para baixo ou pela lateral, entre outros.

O Formato de uma Seção de Treino

Iaidô - reishiki (etiqueta)
Iaidô - prática

O formato do treino varia enormemente de acordo com o estilo a ser praticado. A diferença vai desde detalhes básicos, como a forma de amarrar o sageo, até grandes diferenças, como a proibição de todo e qualquer tipo de alongamento, para buscar o máximo realismo dentro da prática.

No Seitei Iaidô, um seção típica de treino começa com aquecimento e alongamento. Em seguida faz-se o rito de etiqueta de abertura, que consiste de kamiza ni rei (curvar-se para o lugar sagrado), sensei ni rei (curvar-se para o instrutor) e o to rei (curvar-se para o katana). Em seguida inicia-se uma seção de suburi (prática dinâmica de cortes) e kihon incluindo Chiburi e Noto. A depender do tamanho e nível da turma, outras técnicas derivadas dos katas são exercitadas antes da prática dos katas propriamente dita ser iniciada. A série de katas, freqüentemente, se inicia com o sensei explicando algum ponto que deve ser especialmente observado pela classe ou por algum subgrupo específico da mesma. A isso se segue a pratica formal, em que todos praticam os katas em conjunto sob o comando do líder do dojo ou um treino livre quando os katas são praticados sem sincronismo e individualmente, cabendo ao instrutor a observação e correção de pontos de cada praticante de forma individual. Ao final da seção, todos fazem a etiqueta de fechamento em conjunto.

O Keiko

Esse termo é traduzido como treino ou prática, mas seu significado em japonês abrange mais que isso. É o estágio em que os movimentos são aperfeiçoados por repetição lenta, dividindo-se o kata em suas partes componentes e pela contextualização da técnica em situações e confronto real. Com o tempo, o praticante começa a entender os princípios de Metsuke (correto uso dos olhos), Seme (pressão sobre o adversário) com o objetivo de controlar o adversário. Durante o keiko também são apreendidos os conceitos de Maai (distância de combate) e Ma(tempo - timing).

Aspecto filosófico

A espada no iaidô é um instrumento espiritual, sem dimensão material. As horas de treinamento dedicadas para que se possa atingir o domínio da técnica são horas em que o praticante entra em contato com seu eu interior (espírito).

O iaidô é uma mistura única de ética Confucionista, de métodos introspectivos do Zen-budismo e da filosofia Taoísta, tudo isso temperado pelo rigor do Bushido. O Iai proporciona um estado mental focado e sereno ao praticante, podendo ser entendido como uma disciplina meditativa.

Como uma arte marcial pode ser efetiva quando é praticada somente com o uso de katas contra oponentes imaginários? Essa questão é mais profunda e difícil de responder do que pode parecer inicialmente. O problema começa na definição de 'efetiva' e que efeito se deseja obter. Claro que nos katas não existe oportunidade de comprovação da técnica do praticante em combate, como existe no kendô. O rigor na repetição dos movimentos do kata não deixa também espaço para adaptações em resposta às ações de um adversário real.

Além do estudo das técnicas, existe também o aspécto filosófico que envolve cada um dos diversos estilos de iaidô, influenciando inclusive na forma como as técnicas são executadas. Um praticante de um estilo tradicional (Koryu) deve conhecer tais influências.

Como uma arte marcial contextualizada no mundo atual, é muito fácil enxergar, superficialmente, o iaidô e outras formas de esgrima como extemporâneas, simplesmente por não ser usual nem esperado que alguém saia pelas ruas portando uma espada.

O que deve ser notado no entanto é o que está por baixo dessa observação superficial. O que deve ser observado é o modo como o praticante deve se portar para evitar conflitos. Isso foi explicado milênios atrás por Sun Tsu em sua obra A Arte da Guerra e, posteriormente, por muitos estrategistas. O praticante que treina com dedicação e correção e com a orientação de um Sensei, desenvolve a habilidade de reconhecer situações difíceis e de como evitá-las antes que se tornem problemas de fato. Mesmo sendo inevitáveis ele aprende a enfrentá-los antes que atinjam grandes proporções. Mesmo algumas sendo inevitáveis, o praticante aprende a manter um estado de espírito e postura corporal e mental, que não oferece, ao adversário, oportunidade de agredi-lo. Essa é a essência do iaidô, do kendô e de outras artes-marciais que não se transformaram simplesmente em esportes comerciais.

O Kanji 'I' também pode ser lido como 'itte' e 'ai' como 'awasu' na frase 'Tsune ni itte kyu ni awasu' que significa: seja onde e o que estiver fazendo, sempre esteja preparado. Como preparado entende-se não só estar alerta, mas também ter treinado rigorosamente para que, se necessário, uma técnica decisiva possa ser utilizada para terminar um conflito. Golpes com uma katana normalmente são cabais, mas esse não é o ponto. No mundo dos negócios a pessoa deve estar preparada e agir decisivamente quando necessário. Será que a pessoa está preparada, tem a autoconfiança necessária?

Quando um amigo desaponta uma pessoa, ela consegue lidar bem com esse tipo de situação, entendendo completamente as implicações e as conseqüências de suas ações? Ao cruzar uma rua e um carro aparecer como do nada ou algo cai sob sua cabeça enquanto está caminhando, seu corpo se encontra suficientemente equilibrado e sua mente suficientemente clara para lidar com esse tipo de situação e se colocar em segurança? Todos esses são exemplos práticos da aplicação do iaidô no mundo moderno.

A prática do iaidô é educativa tanto para jovens estudantes, como para executivos, gerentes e empresários, em resumo para todo aquele que precisa e quer aprimoramento nos principais valores humanos e de cidadania.

Graduações

As graduações no iaidô dependem do estilo que se pratica.

Seitei Iaidô

No seitei iaidô, a graduação obedece aos ditames da FIK com uma banca examinadora. Atualmente, a graduação segue a seguinte progressão:1º kyu e em seguida 1º dan ao 8º dan (o grau mais alto).

Paralelamente, existem títulos que podem ser conferidos de acordo com as contribuições do praticante à arte. Atualmente, existem três: Renshi (praticante avançado), Kyôshi(praticante professor) e Hanshi (praticante modelo).

O título de Renshi pode ser conferido para praticantes a partir do 6º dan, o de Kyôshi a partir do 7º dan e o de Hanshi, o mais elevado, pode ser conferido apenas para praticantes que atinjam o 8º dan.

Todos os títulos japoneses marciais são inspirados no passado do espada: Hanshi, por exemplo, corresponde a "Grão-Mestre de Armas". A partir do século 17, os títulos marciais da espada foram adotados para o conjunto das Artes Guerreiras (Sobujutsu) e depois para as "Artes Marciais Verdadeiras" (Sobudo).

Nos exames cada praticante deve realizar 5 Kata. Oficialmente a FKI (Federação Internacinal de Kendô) pede que os dois primeiros sejam Koryu e os três seguintes do Seitei Iai. No dia do exame a banca examinadora escolhe e anuncia os Kata de Seitei Iai a serem executados por todos os examinandos, independente de graduação. Ou seja, do exame de aspirante ao mais graduado todos farão a mesma sequência de kata de Seitei Iai, além dos outros 2 Kata de um Koryu da preferência do praticante.

Iaidô Koryu

A graduação nos Koryu varia muito dependendo do estilo. Cada estilo possui um currículo diferente de técnicas e a graduação representa o grau de conhecimento das técnicas.

Antes disto, a maioria das escolas de artes japonesas tradicionais utilizavam o complicado sistema Menkyo como uma forma de licenciar os estudantes aos níveis técnicos de habilidades particulares.

O Estudo Técnico é comumente dividido em 4 Den:

  • Shoden 初伝 – Ensinamentos Prelimilares.
  • Chuden 中伝 – Ensinamentos Intermediários (título: Shidoshi).
  • Okuden 奥伝 – Tradição Oral de Mestre para Discípulo (título: Shiran).
  • Hiden – Ensinamentos Secretos.

Os certificados de graduação técnica costumam ser:

  • Meikyo – Após ser aprovado no Shoden.
  • Kaiden – Após comprovado conhecimento místico e superior. Título raro, que significa "Igual ao Mestre". Esse termo é muitas vezes utilizado em vez de "Menkyo-Kaiden", espécie de certificado concedido pelo Mestre no qual declara por escrito ter "ensinado todo seu saber ao portador". Raramente um Mestre concedia um Kaiden, por vezes um ou dois em toda sua vida. Por outro lado, sem um Menhyo-Kaiden de seu precedente mestre, era impensável ao discípulo ser aceito por outro Mestre de igual ou maior valor.
  • Meikyo Kaiden – após comprovado maestria e domínio.

Nos estilos antigos (koryu) são em forma de makimono (pergaminhos), onde a graduação máxima se completa com o Menkyo e Menkyo Kaiden. Não há dan ou kyu e dependem exclusivamente do mestre Shihan, responsável pelo estilo.

Embora seja incomum, algumas escolas adotam o sistema de graduações modernas ("kyu" e "dan"). Existem estilos que possuem as duas formas de graduações coexistindo